25 de Maio, 2016

O GATO DE SCHRÖDINGER, A ESCUTA CLÍNICA E UM POUCO DE POESIA

O GATO DE SCHRÖDINGER, A ESCUTA CLÍNICA E UM POUCO DE POESIA
- Dra. Lidia Sabbadini -

“Estou persuadido de que chegará um dia em que o fisiologista, o poeta e o filósofo falarão a mesma língua e se entenderão” (Claude Bernard)

Anamnese – Um guia pela essência?
Cerca de 8 meses atrás, uma linda mas sofrida mulher de 41 anos estava à minha frente para sua primeira consulta. Quando perguntei no que eu poderia ajudá-la espalhou, rapidamente, papéis, planilhas, exames e caixas de remédios - o que identifiquei como fragmentos de seus dias.

Observei que em seus grandes e profundos olhos castanhos não havia o brilho das infinitas possibilidades, e sim, frustrações e desencantos.
Lembrei o Princípio da Incerteza de Heisenberg e o Paradoxo de Schrödinger . Pensei sem abrir a caixa: o gato estaria morto?

Wener Heisenberg, em 1920, formulou o chamado Princípio da Incerteza. Este diz que não podemos determinar com precisão e simultaneamente a posição e o momento de uma partícula, em nível subatômico.

Incrédula que eu estivesse disposta a ouvi-la por mais de 15 minutos, suavemente e aos poucos, a paciente passou a relatar sua historicidade repleta em detalhes que lhe cortavam o sorriso. Ah doutora, tenho muita dor: em toda a testa, nos olhos, aqui… (sinalizou me indicando com o dedo), na frente e dentro da orelha… e sobe por aqui e pega toda a cabeça. Também, aqui na bochecha, todos estes dentes, no pescoço (dói muito aqui)…, nos braços,… no bumbum, embaixo do pé,… enfim, (arremata ela), por tudo doutora. Enquanto revisava suas marcações feitas na ficha Mapa da Dor, minha mente experiente corria na frente. [Hum…, possivelmente uma Disfunção Têmporo Mandibular, mantida por severa retrusão do andar inferior da face, com alteração de linha média facial e dentária… com falta de espaço para a língua..., o Mallampati (relação do tamanho da língua com a faringe) deve ser alto. Ahhh, ela eleva ombros e cabeça para deglutir. Sim… deve existir retificação de coluna cervical e, por óbvio, a normal cascata descendente tônico postural mais emaranhamento neurovegetativo, compromentimento de fáscias e, talvez, de vísceras’].

Conforme o tempo avançava, sua alma confiante destravava um baú de sombras.
Lembrei Rüdiger dizendo: A sombra nos deixa doente. O encontro com a sombra nos faz sarar.
E ela passou a contar que não tinha mais sonhos de ficar bem. Que já batera em diversas portas, tinha feito até uma cirurgia, mas ninguém acertava. Nada era definitivo. Não via salvação pra ela. Deve ser carma!

Percebi o colapso do espiritual. Recordei o mistério do Princípio da Incerteza.
Mantive-me, como observadora, na frequência do amor cósmico, jogando mais luz e dando liberdade para se expressar.
Lembrei Eckhart Tolle dizendo: A negatividade e o sofrimento têm raízes no tempo, causada pelo acúmulo de tempo psicológico e pela negação do presente.

Em certo momento, como que entrando no meu campo de serenidade e total atenção, a jovem se acomodou relaxadamente no sofá e revelou, tentando sorrir: mas nem tudo é horrível! Minha vida é maravilhosa, possuo absolutamente tudo para ser feliz! (Pausa). Só que não consigo me sentir assim porque há mais de 4 anos sinto muita dor, um enorme cansaço, muita tristeza e total falta de ânimo... Ato contínuo e despudoradamente, abre a boca e aponta com o dedo para seu interior. Troquei várias restaurações para me sentir mais bonita. Fiz uma abdominoplastia, mas de nada adiantou porque não me sinto bonita. E, em voz baixa, segredou que fazia tratamento para depressão e pânico.

Lembrei Wallace Liima dizendo: A visão reducionista tende a reduzir aspectos secundários ou a um único ou a poucos aspectos, uma realidade que possui maior complexicidade.
Após um gole de água, continuou seu relato dizendo que sentia muita dor de estômago, náusea, tonturas, zumbido, falta de memória e que não conseguia mais se concentrar. Depois, como que regando um terreno machucado, me deixou entrever um pouco mais do seu mundo, quando grossas lágrimas acompanharam um grito sufocado de dor: não tenho mais vontade de dizer eu te amo para meu marido!

Lembrei Rolland Barthes dizendo: O ponto mais sensível do luto não será o de me fazer perder uma linguagem – a linguagem do amor? Acabam-se os eu amo-te’.
E de Sigmund Freud dizendo: Quando Pedro me fala de Paulo, sei mais de Pedro do que de Paulo!

O rigor clínico no olhar do observador?
A consulta de 3 horas chegava ao final. Minha mente objetiva buscava os sinais. Como sempre me sentia empática, oferecendo tanto explicações de uma outra dimensão científica odontológica, através da OFM , quanto meu reconhecimento ao seu sofrimento (sempre cuidando para não imergir na frequência do presente corpo de dor ).
Devido à tendência humana de perpetuar emoções antigas, quase todo mundo carrega no seu campo energético um acúmulo de antigas dores emocionais que chamamos de corpo de dor. Ele não consegue digerir um pensamento feliz, só os negativos que são compatíveis com seu próprio campo de energia. Para este corpo, dor e sofrimento é prazer (O despertar de uma nova consciência, Eckhart Tolle).

Avaliações e testes realizados. Exames complementares solicitados. Pré-diagnóstico em curso [DTM com repercussão crânio podal e ativação de pontos gatilhos.] Porém, algo em sua anamnese me deixara em alerta: ela havia trocado restaurações!
Realmente, na investigação clínica constatei que havia sinal de aproximadamente dez trocas de restauração de amálgama de prata com mercúrio (Hg) por resina e a presença de 4 dentes com amalgama mercurial (além de outras questões). Seguindo minha intuição clínica e antes de me despedir, fiz 3 perguntas à paciente:

1. Quanto tempo levou trocando as restaurações dos dentes? (Acho que no máximo um mês. A prótese levou mais tempo)
2. Os sintomas de cansaço, tristeza, falta de ânimo, ânsia de vômito, sabor metálico, insônia, falta de memória, etc… podem ter começado por esta época? (Pode ser…)
3. Fez algum tratamento específico para detoxificação de Hg? (Nunca. O que é isto?)

Um pequeno parêntese?
Mesmo dentro do consultório não se deve esquecer a prática de estarmos conectados às infinitas possibilidades. Minha mente estava trabalhando ininterruptamente. Estaríamos frente a mais de uma patologia? Meu ego se amansou e logo sentiu necessidade de estudar.
Lembrei Deepak Chopra dizendo: Nós paramos um instante para encontrar o outro, para nos conhecermos, para amar e compartilhar.

Civilização louca?
Por décadas, doenças e mortes depois de acidentes como os de Minamata, no Japão, e o do Iraque (anos 50 e 60), alertaram a comunidade científica sobre os riscos da contaminação mercurial na saúde humana. Porém tudo isto parece não ter sido suficiente porque, ainda hoje, muitos de nós continuam mastigando alimentos contaminados por Hg, com dentes restaurados com liga mercurial. Se não bastasse, moramos em casas pintadas com tinta com seus rastros, maquiamos nossos rostos, usamos equipamentos, lâmpadas, etc..., tudo contendo este metal pesado .

Metais pesados são reativos e bioacumuláveis, ou seja, o organismo é incapaz de eliminá-los. Metais pesados como o mercúrio não possuem função dentro dos organismos e a sua acumulação pode provocar graves doenças, sobretudo nos mamíferos, como câncer e outras doenças graves.

Pequenas doses, grandes efeitos?
É sabido que o mercúrio, um metal prateado, líquido e pesado, é muito tóxico. É belo e mágico para quem não sabe seus poderes tóxicos para a saúde. Não há quem o conheça que não se sinta atraído por sua capacidade fractal de se dividir em centenas de pedacinhos, mínimos, iguais, e também não se sinta impelido a tocá-los e ver que se juntam, como se nunca antes tivessem se separado.

Amálgamas com liga mercurial são utilizadas desde a antiguidade e continuam em alta em diversos setores, tais como: nuclear, metalúrgico, minerador, industrial (papel, tintas, cosmético, petróleo, medicina, odontologia), entre outros. Os produtos estão tão próximos de nós que não os reconhecemos mais.

Muito e pouco?
Na área da odontologia o Hg foi introduzido por ser um material maleável, resistente, bacteriostático e durável. Por incrível que pareça, sua aplicação perdura. O estado de alerta deveria ser permanente, lá no consultório odontológico - tanto na confecção quanto na remoção de amálgamas com tal metal pesado.
O carro chefe hoje em dia é a troca das restaurações escuras. Empurrado por um mercado sofisticado da estética, se está, rotineiramente, removendo as velhas pratinhas e na maior parte das vezes sem um método, correto, de proteção contra o risco de contaminação por metal pesado. O risco está para todos: tanto para o paciente, quanto para os profissionais e o meio ambiente.

Há muitos estudos, porém poucos conhecimentos circulantes. Lembrei-me de Carl Sagan, dizendo: A ausência de evidência não quer dizer evidência de ausência.

Qual o peso de um metal pesado?
Uma contaminação com Hg possui um enorme leque de sintomas que pode, facilmente, confundir as causas. Estudos referem um catálogo de sintomas: dores musculares; esgotamento; fadiga; tontura; vertigem; distúrbios gastrintestinais; visão borrada, dupla, pressão nos olhos; boca inflamada, ardor na língua; zumbido; depressão; tendências suicidas; dificuldade de concentração; gosto metálico, xerostomia, dor de dentes; câimbras; distúrbios renais; náuseas; perda de peso; perda de cabelo; glândulas linfáticas inchadas; distúrbios de paladar, olfato, psiquiátricos; alergias; confusão mental – e mais de uma dezena de sintomas.
O tema é pesado quando aprendemos que a exposição ao mercúrio por via inalatória ou através da pele, mucosas, é considerada danosa ao SNC, aos fenômenos químicos que suportam a vida e que podem interferir, inclusive, nas transcrições gênicas.

Lembrei-me de Fritjof Capra quando disse que: foi Heisenberg quem introduziu esse papel crucial do observador na Física Quântica. De acordo com ele, não podemos nunca falar sobre a natureza sem falar, ao mesmo tempo, sobre nós mesmos.

Equipes colaborativas - uma jornada de transformação?
A exploração do mundo subatômico revela que o observador, através de seus pensamentos, sentimentos e emoções, pode interferir e colapsar. Assim percebi que enquanto, solitariamente, reestudava o caso, ia colapsando infinitas possibilidades. De imediato, lembrei que havia estudado e me tornado uma dentista quântica, e que o correto era usar de todos os meus conhecimentos para ajudar minha paciente em todos os seus campos. Havia a medicina informacional com seus Moduladores e Indutores Frequenciais Florais - lembrei de vários colegas, quânticos ou não, que poderiam me ajudar no entendimento do caso e fortalecer as possibilidades de tratamento (dentista clínico, médico homeopata, terapeutas de Reiki, ajuda espiritual da Mahikari, nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta). De imediato falei por telefone com eles. Rapidamente uma equipe colaborativa e pró ativa se conectou para ajudar no retorno da saúde e na evolução deste ser - melhor dizendo, na evolução de todos os envolvidos no processo. Assim desejei, assim colapsou.
E o gato?
Lembrei-me de escrever sobre este caso, meu caro leitor, porque justo hoje reavaliei esta paciente.
Ela chegou florescida, falante e risonha como a linda mulher que sempre foi. Enquanto eu a atendia, já sem as dores que a massacravam e sem tantos daqueles sintomas que a afligiam, contou sobre seus planos, seus amores e rimos bastante. Depois, nos abraçamos e ela partiu toda feliz da vida.
Lembrei Osny Ramos dizendo que “este é um aspecto extraordinariamente prático da Física Quântica: ela possibilita que coisas fantásticas e extraordinárias aconteçam em nossas vidas, sem precisar ser chamadas de milagres”.
E cá pra nós, coisa bem boa aprender a jogar luz na relação que temos conosco mesmo e com o outro. Coisa bem boa aprender a desenvolver conversas nutritivas e a perceber as infinitas possibilidades da vida, não é não?
Muitas vezes o gato está vivo!
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