03 de Agosto, 2016

A MATRIZ EXTRACELULAR

A MATRIZ EXTRACELULAR
Dr. Carlos Braghini Jr. - Médico

“Elementar, meu caro Watson” – Holmes, Sherlock.

Para entender as práticas quânticas é preciso olhar à nossa volta de maneira não linear. Afinal, a inovação não aparece ao se incorporar novas tecnologias, mas ao se superar uma visão ou conceito.

O que vou lhes contar poderia se confundir com um delírio afastado da ciência, mas acreditem, não é ficção. Como em uma história de detetives, partes desconexas, aparentemente sem sentido, juntam-se ao final e, quando todas as peças são colocadas em seu lugar, pensamos imediatamente: como não tinha percebido isso antes?

Apresento-lhes relatos de cientistas que viram o que todos veem, mas pensaram o que ninguém tinha pensado antes.

Enquanto acampava na Inglaterra, um dos mais brilhantes bioquímicos do mundo observou um gato assustado saltar no ar. A maioria de nós já viu isso, mas esse cientista pensou em algo novo; a resposta foi muito mais rápida do que poderia ser explicada pelos sinais neuromusculares da pele ao cérebro e, a seguir, aos músculos. Por vários anos ele buscou, em seu laboratório, uma explicação alternativa e concluiu: temos um sistema eletrônico de alta velocidade para conduzir energia e informação. E a água é parte fundamental deste circuito.

A comunidade científica agiu como habitualmente e sugeriu que, embora esse cientista tenha realizado um bom trabalho no passado, deveria pensar em se aposentar.

Um cientista da IBM começou a pesquisar o tema da água em nosso corpo. Ele utilizou o mais moderno e rápido computador disponível na época, como o requeria seu experimento, 24 horas ao dia, 365 dias por ano. No computador, ele construiu um modelo virtual da molécula de dupla hélice do ácido desoxirribonucleico (DNA) e descobriu que ela vibra 3.000.000 de vezes por segundo, como faz qualquer molécula à temperatura corporal. Então, começou a incluir uma molécula de água no modelo computadorizado. Por causa de sua polaridade elétrica, assim que a molécula de água se aproximava da do DNA, a estrutura de ambos (DNA e água) interagia entre si por causa de seus campos de energia e suas estruturas internas mudavam e requeriam repetidos recálculos de suas estruturas. Uma a uma, ele trouxe 447 moléculas de água que se posicionavam entre as hélices do DNA, até que finalmente as forças se equilibraram e trouxeram equilíbrio ao modelo.

Quando terminou seu trabalho, ele pôde observar o modelo construído e ficou maravilhado. Cadeias de moléculas de água se estendiam ao longo das bandas de DNA e formavam pontes ou filamentos, conectando cada hélice. A cada ponto de contato, as forças elétricas produziam uma curvatura, dando o aspecto espiralado típico do modelo do DNA. A conclusão foi incrível: é a água que mantém a dupla hélice unida. Sem ela, as bandas simplesmente se abririam, afastando uma da outra.

Um cientista britânico estudava uma importante proteína na membrana das hemácias, a qual é responsável por uma variedade de antígenos responsáveis pelo tipo sanguíneo e é um sítio de ligação para vírus. Ele usou uma técnica com radioisótopos para determinar se a proteína estava do lado de dentro ou do lado de fora da membrana celular. Surpreso, constatou que a proteína estava em ambos os lados. Outros investigadores duvidaram de sua descoberta, mas trabalhos subsequentes não somente mostraram que ele estava correto, como constataram que a maioria das células possui proteínas que emergem do seu interior, passam através da membrana celular e se conectam com as células vizinhas ou com a matriz extracelular. Logo se descobriu que essas proteínas são fundamentais para a comunicação celular.

Um físico estudava o comportamento de cristais e ficou fascinado com a enorme voltagem (milhões de volts por metro) que podia ser mensurada através da membrana das células vivas. Ele descobriu que essa espantosa tensão elétrica da parede celular faz as moléculas vibrarem intensamente à temperatura corporal e que isso poderia gerar a emissão de luz coerente (tipo laser). Outros pesquisadores procuraram e conseguiram achar esses sinais fotônicos. Hoje, suspeitam que esses sinais regulam os processos no organismo vivo.

Terapeutas corporais interessados no tecido conjuntivo notaram minúsculos fios correndo ao longo das membranas (fáscias) que o revestem. Eles suspeitaram que essas fibras correspondiam aos meridianos de acupuntura da medicina tradicional chinesa.

Suas suspeitas foram apresentadas em uma escola de acupuntura da Nova Inglaterra. Um velho praticante lhes mostrou sua tradução de textos antigos, os quais revelam que os chineses observaram que estas fibras fasciais eram brilhantes, como metal, e que a fáscia conduz energia, referida por eles como Chi. Logo se perguntaram se estas finas fibras são o caminho por onde trafegam sinais eletrônicos de alta velocidade que conduzem energia e informação através do corpo.

Em seguida, cientistas de uma escola médica na Califórnia inseriram agulhas em pontos de acupuntura no pé. Esses pontos têm sido usados há milhares de anos para corrigir problemas de visão. Surpreendentemente, o agulhamento gerou imediato impulso nervoso no córtex visual do cérebro, mensurado por ressonância magnética funcional.

De uma hora para outra, um método de cura ancestral, o qual não se encaixa na visão médica convencional, ganhou apoio científico. Causou perplexidade aos cientistas o fato do estímulo dos pontos no pé alcançar o cérebro mais rapidamente do que poderia ser explicado pela condução nervosa. A suspeita recai sobre um tipo de comunicação não neuronal, capaz de conduzir sinais extremamente rápidos entre locais distantes do corpo.

Uma dançarina pediu a uma fisiologista da Universidade da Califórnia Los Angeles (UCLA) para mensurar a atividade elétrica das conexões neuromusculares durante uma “dança em transe”. A cientista assistiu espantada aos sinais nos aparelhos de medição cessar depois de algum tempo, a despeito da dança ser cada vez mais vigorosa.

Ainda impressionada com esse resultado, fez o mesmo experimento com outro dançarino, o qual tinha estudado danças primitivas no Haiti. Dessa vez, a dança acrobática e vigorosa mostrou a diminuição da frequência cardíaca e da pressão arterial.

A conclusão inevitável desses estudos é haver uma maneira de movimento, a qual é diferente dos mecanismos neuromusculares descritos nos livros científicos sobre o tema.

A dançarina mencionada teve a ideia inusitada de usar os movimentos, sons e padrões respiratórios primitivos que aprendera no Haiti para ajudar pessoas com lesão medular. Ela encontrou uma mulher que dependia de cadeira de rodas há 11 anos, devido a um acidente automobilístico. Após anos de trabalho conjunto, algum tipo de movimento começou a voltar, inicialmente próximo ao local da lesão, até gradualmente se espalhar pela pelve, pernas e pés. Atualmente, essa mulher consegue nadar, algo impressionante para alguém com lesão medular grave. O trabalho subsequente com outros lesados medulares confirmou ser possível alcançar algum grau de movimento em pessoas tidas como permanentemente paralisadas.

Um cientista da Escola de Medicina da Universidade de Boston estudou um filme em que duas pessoas conversam. Por um ano e meio ele analisou cuidadosamente um trecho de 4,5 segundos dessa conversa. Depois de assistir 100.000 vezes ao mesmo trecho, o filme se desgastou. Ele fez outra cópia, a qual também se desgastou. Após fazer e assistir a 130 cópias do mesmo filme e fazer milhões de observações chegou à conclusão de que o emissor e o receptor se movem em perfeita sincronia com a fala do outro. Entretanto, não há espaço de tempo discernível entre os movimentos de quem fala e de quem ouve. É como se um “ouvisse“ a fala do outro antes mesmo dessa ser proferida.

Um biofísico ucraniano apresentou suas ideias sobre um novo conceito de transferência de energia em sistemas vivos em um simpósio, em Nova Iorque. Deu a isso o nome de sóliton ou onda solitária, que é uma onda coerente (tipo laser), a qual se assemelha às ondas oceânicas gigantescas ou tsunamis. Segundo o pesquisador, o sóliton é a forma mais adequada para se transferir energia e informação nos sistemas vivos, pois, diferentemente das outras ondas, não perde, dissipa ou dispersa energia durante seu trajeto. Engenheiros começaram a pesquisar mais sobre o sóliton e, logo, um laboratório no Japão conseguiu enviar um dado por meio de fibras óticas por uma distância equivalente a 4500 vezes ao redor da Terra, sem qualquer perda de informação. Essa tecnologia hoje está incorporada às modernas conexões de alta velocidade na internet.

Mesmo sem sermos cientistas com laboratórios sofisticados à nossa disposição, a maioria de nós pode se lembrar de exemplos pessoais ou relatos de outros, em situações de risco para a vida, que “o tempo parece ir mais devagar” e permite reações mais rápidas do que o usual. Atletas de alta performance descrevem sensações semelhantes em sua prática. Os praticantes de certas artes marciais condicionam seu corpo a responder de maneira extremamente rápida sem pensamento. Para músicos de jazz é comum esse tipo de situação em uma jam session, por tocarem improvisadamente; eles terminam por perder o foco se começam a pensar na situação.

Em minha palestra proferida no Congresso de Saúde e Terapia Quântica (CSTQ) no ano de 2015, liguei esses fascinantes pontos e apresentei um incrível sistema de estocagem e transmissão de energia no corpo, o qual pode ser o “elo perdido” entre muitos fenômenos que parecem sem “explicação científica”. Algo que parece esotérico, mas, na verdade, possui propriedades anatômicas e biofísicas.

Os presentes viram que é um sistema responsável por feitos extraordinários; um sistema úmido composto por todos os componentes de nosso corpo, sem exceção. Um sistema vivo que trabalha silenciosamente nos bastidores e coordena cada atividade daquilo que chamamos vida.

Apresentei todas as dimensões da Matriz Extracelular, também conhecida como Matriz Viva ou Living Matrix.
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