26 de Julho, 2016

CONSTELAÇÕES FAMILIARES SISTÊMICAS

CONSTELAÇÕES FAMILIARES SISTÊMICAS
- Elza Vicente Carvalho -

A constelação familiar sistêmica é um método criado por Bert Hellinger. Filósofo e teólogo alemão que a partir da vivência com diversos métodos desenvolveu sua própria terapia sistêmica e familiar. Um método revolucionário das constelações familiares. Considera--se o método da Constelação Familiar Sistêmica, uma abordagem da Psicoterapia Sistêmica Fenomenológica e que pode ser aplicado em várias áreas da vida, incluindo a área empresarial. Uma ciência que se coloca a serviço da Vida!!! Uma ciência que trabalha os relacionamentos. Uma abordagem sistêmica que honra e reverencia a vida assim como ela de fato é. A reverência significa que o outro pertence, assim como eu também pertenço, a algo.

As constelações familiares sistêmicas são o resultado de uma atitude fenomenológica e são orientadas por três princípios básicos, que denominamos como “AS ORDENS DO AMOR”, “a necessidade do pertencimento”, “o equilíbrio entre o dar e o receber” e a “hierarquia no sistema familiar”. Estas ordens são pré-estabelecidas e estão contidas nos movimentos que acontecem nos sistemas familiares.

Quando estas ordens são aplicadas, cessa a responsabilidade por injustiças cometidas no grupo familiar. As culpas e as consequências retornam às pessoas a que pertencem, e começa a reinar a compensação por meio do bem, substituindo a necessidade sinistra de equilibrar por meio do funesto, que gera o mal a partir do mal. O sucesso acontece quando os mais novos aceitam o que receberam dos mais velhos, apesar do preço, e os honram, independentemente do que tenham feito.
Os excluídos recuperam seu direito de ser acolhidos e nos abençoam ao invés de nos amedrontarem. Quando lhes damos um lugar em nossa alma, ficamos em paz com eles. A partir do momento que estamos de posse de todos os que nos pertencem, de todos os que fazem parte do nosso sistema familiar, sentimo-nos inteiros e plenos no amor que pode fluir e crescer. Aquilo que se coloca a caminho, sem nenhuma intenção, sem medo e sem vontade de ajudar alguém de qualquer maneira. Por meio do trabalho com os representantes podemos verificar que eles se movimentam sob o impulso da alma e encontram soluções que estão além da influência do constelador ou do terapeuta.

Os movimentos que acontecem em um campo de força se originam quando nos detemos durante o esforço de extensão e dirigimos nosso olhar, não para algo palpável, concreto, mas olhamos para o todo. Olhar para o “TODO” significa captar o muito que está à nossa frente. Quando nos expomos à plenitude e conseguimos suportar isto, estamos expostos ao campo que atua. Este movimento de extensão e de retração até alcançarmos a plenitude que nos ajuda a suportar o “VAZIO” que pode resistir à diversidade, damos o nome de fenomenológico.

O representante, enquanto está neste campo quântico que atua, comporta-se e sente--se como alguém da família que pertence a esse campo de força. Isso existe também em outros contextos. Ruppert Sheldrake chama este campo de “Campos Morfogenéticos”. Deste campo de força irão emergir os conhecimentos de que necessita para uma solução e que são trazidos nos movimentos das constelações familiares. Virá à tona o que de fato é essencial.
Este campo de força está em conexão com outros campos de força. Está em conexão com a verdadeira família que está sendo representada. Por isso, os representantes, quando penetram neste campo e se disponibilizam para ele, sentem como as pessoas reais.

O terapeuta também entra neste campo e deve permanecer pouco tempo. Através deste campo ele se liga com tudo aquilo que está contido nesse sistema, principalmente com os que estão excluídos.
Somente quando há esta postura do terapeuta, de entrar e sair do campo e de não querer controlar nenhum resultado, o sistema pode presenteá-lo com uma visão de solução para o que está se expondo no todo. É possível então compreender de uma só vez o essencial que se mostra.

O terapeuta renuncia a qualquer intenção pessoal, por exemplo, a de querer curar algo ou de mudar destinos, ele reconhece o que vem à luz e o que acontece naquele momento, sem nenhuma intenção e sem temor.
O trabalho com as constelações é um procedimento humilde. É um trabalho de humildade. Dizer sim ao que emerge, renunciar à liderança e se submeter a um contexto maior e entrar em consonância com a família, não saberá o que se mostrará no fim, a alma indica o caminho.

Primeiro se retrai, compreende “O GRANDE QUE SE APRESENTA”, confia e deixa-se guiar pela “grande alma”, isto é, para além da família, e aí poderá ficar inserido no que acontece neste campo de força e algo pode vir à luz, passo a passo, sem o querer ou a necessidade de que aconteça algo que traga soluções, e o que vem à luz, precisa ser respeitado tal como se apresenta.
As imagens que aparecem nas constelações são complexas e mostram as forças que atuam na alma de cada um. Podemos confiar nos movimentos da alma, pois assim tudo se movimenta por si mesmo. A dinâmica familiar contida nos emaranhados aos quais podemos estar vinculados inconscientemente encontra a força necessária para se desenvolver sem que haja intervenção do terapeuta.

O terapeuta trabalha a serviço da alma que ali atua, é preciso coragem para parar e ficar somente no essencial. O procedimento que acontece nas constelações é sistêmico. Nesse procedimento trata-se de enxergar o completo e o todo do sistema familiar. É necessário que se olhe primeiro para todos aqueles que estão excluídos do sistema, para os membros familiares aos quais é negado o reconhecimento ou para aqueles aos quais é negado o amor. As constelações trabalham para as relações familiares. Depois de feitas deixamos tudo em paz, não é necessário que queiramos saber dos resultados, isto dá força para o que se mostrou e o cliente pode seguir adiante e tudo o mais continua trabalhando.

Finalizo com Bert Hellinger: A planta inteira está contida na raiz. Nesta raiz está concentrada a força. Entretanto, a raiz é pequena e somente toma pouco espaço, quando a partir da raiz desenvolve a árvore inteira, a força está expandida e esgotada. Não é necessário olhar para todos os detalhes e querer entender tudo o que ali está contido, olhar para os galhos e as hastes, e todas as folhas, isto tira a força. Na raiz, entretanto, está inteira e concentrada. E peço licença para continuar:
Quando tomamos a força da nossa raiz, conseguimos voar, ir além.... Darmos os passos seguintes e a partir daí o amor estando na ordem, flui e cresce! E a minha alma pode então descansar neste amor que sustenta e apoia a vida exatamente como ela é, e eu fico definitivamente em sintonia com aquilo que de fato eu sou e ao que pertenço, através da minha família.
“Todos os grifos são do autor”.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Hellinger Bert. Ordens do amor – Editora Cultrix - Edição brasileira, 2002.
Hellinger Bert. A fonte não precisa perguntar pelo caminho. Editora Atman - Edição Brasileira, 2005.
Hellinger Bert. O amor do Espírito. Editora Atman - Edição brasileira, 2009.
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